Pesquisas acadêmicas sobre o interior de ônibus urbanos no Brasil vêm medindo algo que todo passageiro já sente: calor real, não apenas desconforto passageiro.
Um estudo na região metropolitana de Belém registrou temperatura média de 36,9°C dentro dos veículos, com 78% de umidade relativa e ventilação insuficiente — condições classificadas pelos pesquisadores como estresse térmico significativo, agravado pela lotação. Em Cuiabá, pesquisas sobre motoristas de ônibus urbano identificaram o calor constante do motor e a ventilação limitada como fatores de estresse ocupacional.
De desconforto a risco
- Calor extremo prolongado afeta atenção e reação — inclusive a do motorista.
- A superlotação piora a troca de ar e reduz ainda mais a ventilação natural.
- Sem climatização ativa, a temperatura interna tende a superar a externa, não igualá-la.
O conforto térmico deixou de ser um diferencial e passou a ser tratado, na literatura, como uma condição de saúde ocupacional e de qualidade do serviço público.
